sábado, 17 de setembro de 2011

Sonho de Poeta

Quero te dizer nesses meros versos
O que não cabe apenas nestas palavras
Na minha mente pensamentos imersos
Que mais parecem pequenas quimeras

Quero levar minha rima
Aos corações mais diversos
Dando a volta por cima
Vencendo todos meus momentos mais adversos

Sonho de poeta não é simplesmente fazer história
É querer ver sua arte divulgada
Ver – se alojar na memória

Carregando sua palavra “armada”
Sabendo que ela um dia mudará uma história
Será meu deleite, a prova da minha vitória.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Lâminas da Alma

Em todo lugar que olho vejo teu rosto
Refletido como em um espelho
Todo som que escuto, imagino sua voz ecoando
Junto à brisa que trespassa meu corpo
                 
Como a lâmina da espada esmerada pelo ferreiro
Forjada no agonizante grito silencioso do aço
Banhado na água, com seu terno abraço
A espera do momento derradeiro

Teu corpo me lembra o que há de belo
Contemplando a eterna magia
Revelando de modo singelo

Tua presença que acalma meu ser
Faz-me sentir a cada dia
Um sentimento que tende a crescer e aparecer.

Amizade

Amizade é um sentimento incrível
É algo que vence qualquer barreira seja o preconceito, ou a ignorância o que for
Por alguém que gostamos fazemos até o impossível parecer possível
Procurando sempre ajudar, mas sem querer, mesmo quando necessário se opor

Amigos verdadeiros são como irmãos
Que não dividem o mesmo sangue, mas sim
Traços em comum, laços que nos unem em apertares de mãos
São idéias e ideais enfim

São buscas por mesmas perguntas e medos de encontrarem as mesmas respostas
São inquietações e discussões
Muitas vezes brigas e indagações impostas

Mas na verdade quando por algum motivo perdemos os vínculos que nos uniram
Percebemos que o que nos unia apesar de tudo
Era o verdadeiro sentimento tentando explicar as palavras que no fim sumiram.

Estranhos

Somos tão próximos
Ao mesmo tempo tão distantes
Conhecidos em uma realidade
Em outra, totalmente estranhos

Nos falamos inúmeros instantes
Que transparecem tua serenidade
Somos tão próximos
E ao mesmo tempo tão distantes

Não sei como está
Apenas sei como quero que esteja
Espero um dia te encontrar

Para quem sabe poder conversar
E finalmente poder dizer
Que somos distantes, levemente estranhos, mas sempre amantes.

Sonetos de Cabeceira

Nessas linhas escrevo palavras que não mais consigo proclamar
Sentimentos, sensações, emoções não cabem nesses versos
Versos que não devem ser somente ditos sem antes clamar
Por todas as divindades para deixarem teus pensamentos imersos

Imersos no fundo de teu ser como as pedras do fundo do mar
Como disse certa vez um poeta: “Quero rir meu riso e derramar meu pranto”
Mas, porém, todavia, entretanto
Não quero somente mostrar

Nesses versos de soneto
Jamais declamados em um coreto
Mas escritos na madeira

De uma singela cabeceira
Onde todas as noites posso estar
Os teus sonhos então a velar.

domingo, 19 de setembro de 2010

Doce Ilusão


Desde o inicio fostes uma doce ilusão
Embriagando – me com a tua beleza
Despertando – me toda minha emoção
Antes aprisionada em uma triste fortaleza

Fizeste – me sofrer a dor silenciosa
De um corte que não mais sangra
E presenteaste – me com uma cicatriz dolorosa
Que é a marca de tua lembrança

Verdade que por minha culpa
Mas, também tua que corrompeu
E dilacerou este peito meu

E desde então fico a pensar
Onde estará aquela que roubou meu coração
E percebo que tudo foi apenas uma doce ilusão.

O tempo


Vejo o tempo de várias formas,
Cada qual com sua visão
Mas existem aqueles que criam normas
Iludindo - se em alcançar a perfeição

Mas a verdade é que não a conhecemos
A não ser de ouvir falar
Quando finalmente percebemos
Deixamos de sonhar

E acordamos e damos de cara com a realidade
Forjada da forma que querem ou queremos
Onde sempre existe algo que chamamos liberdade

E finalmente vemos o pai de todas as coisas
Aquele que chamamos de tempo
Acompanhado de seu filho conhecido por momento.